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DATA: 10/02/2026
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da jornada de trabalho no modelo 6x1, seis dias de trabalho para um de descanso. A matéria passa, neste momento, pela análise de admissibilidade na comissão.
Tramitam de forma apensada duas propostas sobre o tema: a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Caso a admissibilidade seja aprovada na CCJ, o texto seguirá para uma comissão especial, etapa seguinte do processo legislativo das emendas constitucionais.
As PECs em discussão abordam mudanças no modelo de jornada de trabalho, com foco na escala 6x1, atualmente adotada em diversos setores. A alteração de regras constitucionais sobre jornada tem reflexos diretos nas relações de trabalho, na organização das empresas e na gestão de escalas, temas que impactam a rotina de departamentos de pessoal e escritórios contábeis.
A análise na CCJ não trata do mérito da proposta, mas verifica aspectos como constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa. Somente após essa etapa é que o conteúdo poderá ser debatido em comissão especial e, posteriormente, em plenário.
Em manifestações públicas, Hugo Motta afirmou que o tema será discutido com participação de diferentes setores da sociedade. Segundo ele, a pauta envolve aspectos ligados às transformações no mundo do trabalho e aos efeitos econômicos das mudanças nas jornadas.
O presidente da Câmara também declarou que a discussão atende a reivindicações relacionadas à organização do tempo de trabalho e que o debate deve considerar o cenário atual do mercado de trabalho no país.
Propostas de Emenda à Constituição seguem rito específico no Congresso Nacional. Após a análise de admissibilidade na CCJ, é criada uma comissão especial para examinar o mérito do texto. Em seguida, a proposta precisa ser votada em dois turnos no plenário da Câmara, com quórum qualificado, antes de seguir para o Senado.
O acompanhamento da tramitação é relevante para profissionais da contabilidade e da área trabalhista, já que eventuais alterações constitucionais sobre jornada de trabalho podem demandar adequações em contratos, escalas, controles de ponto e planejamento de custos com pessoal.
Com informações da Agência Câmara de Notícias
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